quinta-feira, 18 de maio de 2017

Precisamos falar sobre a política nacional

Vivemos no sistema capitalista, embora algumas pessoas finjam que isso não existe ou não deveria ser interpretado como algo que não é natural per si.
Dentro desse modelo, muitos entendem que a democracia é o modelo mais adequado, embora talvez seja necessário resgatar o debate de qual tipo de democracia deveríamos ter no Brasil. Afinal de contas, será que nossa democracia representativa não tem algo para melhorar? Um dos sérios problemas que possuímos é a relação entre candidatos e empresas financiadoras. Há solução para isso?

quarta-feira, 1 de março de 2017

Sobre os oito bilionários e o capitalismo

A notícia é velha, mas vale a pena conferir clicando no link. Veio à tona em discussão num grupo do Facebook que faço parte, pois iniciou-se mais um debate sobre capitalismo e comunismo (para algumas pessoas, ainda estamos na Guerra Fria). Enfim, dessa reportagem eu peguei a imagem abaixo, que identifica quem são os oito bilionários.
Bilionários

1. Bill Gates (EUA): cofundador da Microsoft - US$ 75 bilhões
2. Amancio Ortega (Espanha): fundador da Inditex, da Zara - US$ 67 bilhões
3. Warren Buffett (EIA): maior acionista da Berkshire Hathaway - US$ 60,8 bilhões
4. Carlos Slim Helu (México): dono do Grupo Carso - US$ 50 bilhões
5. Jeff Bezos (EUA): fundador e principal executivo da Amazon - US$ 45,2 bilhões
6. Mark Zuckerberg (EUA): cofundador e principal executivo do Facebook - US$ 44,6 bilhões
7. Larry Ellison (EUA): cofundador e principal executivo da Oracle - US$ 43,6 bilhões
8. Michael Bloomberg (EUA): cofundador da Bloomberg LP - US$ 40 bilhões
(Fonte: BBC)
Vem a pergunta provocativa: a acumulação de capitais destes oito senhores evidencia o sucesso em oferecer uma mercadoria socialmente aceita? Ilustra o sucesso do capitalismo? Sobre isso, elenquei os seguintes pensamentos:


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Sobre Dória, duas ideias

Duas postagens minhas no Facebook sobre as ações do Dória:

João Dória esteve em cadeiras de rodas para saber se as calçadas eram acessíveis (seu assessor esteve por trás o tempo todo, para garantir a segurança do chefinho).
João Dória apaga grafittis como se fossem pichações, deixando a cidade sem cor, sem vida. Até as salas de aula da Fundação Casa tinham duas cores, mas SP só tem uma, a cinza.
João Dória se veste de gari no primeiro dia de trabalho, o que não garante que irá melhorar as condições de trabalho de tais profissionais.
João Dória, mais que isso, se veste como a triste caricatura que a elite e a direita paulistana viam no Haddad, pois acha que está fazendo igual ou melhor que o antecessor.
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Ainda sobre o debate em relação ao Dória e seus 50 tons de cinza:
- ainda não consegui confirmar, mas parece que o Dória apagou o maior painel de arte urbana do mundo, feito com artistas de vários países e que não foi feito de graça;

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

"Jesuis" - que se fale de Je Suis Charlie e dos muçulmanos


O humor é uma provocação. Tira-se sarro daquilo que se deseja mudar - ou até mesmo banir. O humor tem autorização prévia para refletir, como um espelho, aquilo que nos tornamos com o passar do tempo.

Há diversos níveis de humor: os que contribuem, os que atrapalham. Para dar exemplo: Chaplin riu de Hitler, Chico Anysio riu dos mais humildes. Rir de quem tem força ajuda a pensar sobre o porquê dessa pessoa ter força; rir de quem é fraco incentiva apenas a que fracos não percebam que são fracos, pois juram que são diferentes - são "potenciais fortes".

Eu vi as charges do jornal francês. Francamente falando, são charges que incomodam o mundo islâmico, afinal, qualquer tipo de representação de Deus é proibida; mais que isso, muitas vezes Deus (se preferirem, Alá) era posto em situações homossexuais passivas. Particularmente, acredito que se possa fazer desenho pornográfico de outras coisas. Não ficou claro pra mim qual o objetivo delas. Certas charges parecem ter a importância de um filme de Chaplin; outras, parecem ter sido feitas por Danilo Gentili num momento em que ele estava com disenteria e uma prancheta. O que se pretendia? Rir do "outro", o muçulmano, numa Europa cada vez mais xenofóbica? Criticar a homofobia, num mundo cada vez mais intolerante? Fazer a charge e forçar a reclassificação do periódico para maiores de 18 anos? Em fato, pode-se dizer que as charges são desnecessárias (e concordo com isso!), mas algumas coisas não estão me deixando feliz.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Putin movimenta suas peças

Ao final da Segunda Guerra Mundial, a Europa entrava em um novo cenário em que figurava como coadjuvante de duas superpotências, URSS (que travou uma guerra direta com os alemães) e EUA (que travou batalhas mais próxima à periferia da Europa, apesar do que insistam os filmes hollywoodianos). Estes países, de ideologias oficialmente antagônicas (socialismo, cujo núcleo reside na ideia de que os trabalhadores controlariam a produção, e capitalismo, respectivamente), tinham um poder bélico acumulado em condições anormalmente elevadas em tempos de Europa devastada e restante do mundo em vias de se descolonizar.

A Guerra Fria foi um período em que o conflito, por mais que se vislumbrasse no horizonte, não poderia se materializar. Dentro dos Estados Unidos, ao longo de décadas, criou-se a ideia de uma expansão soviética ameaçadora, motivo que fez com que, nas eleições internas, muitos políticos fossem eleitos e fizessem carreira prometendo ser contrários a qualquer relação amistosa com a URSS (cuja postura sempre foi a de expansão contínua, nunca a de expansão a qualquer custo). Alguém poderia perguntar o motivo pelo qual os dois países não se enfrentariam; para responder, basta ter em mente que uma guerra só é feita quando há certeza da vitória (as exceções foram as guerras mundiais) e quando a perspectiva de lucro no pós-guerra é superior aos gastos com ela em si. Nenhuma dessas condições foram atendidas ao longo das décadas e, à medida que a corrida armamentista se intensificava, mais complicada se tornava uma guerra aberta.